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    20/06/2004 a 26/06/2004


 

   

   


 
 
Casa da Paula *Entre e comente, a casa é nossa!*



Música boa...

Nossa! Faz tempo que não paro para ouvir música, senti uma falta agora...digo, a boa música, a nossa MPB, rssss...apesar de que acho um absurdo classificarem certas bandas, grupos, só por cantarem nossa lingua ser MPB... e tem cada joça! Tô na maior correria com as provas, e ganhei a semana tirando azul em Farmacologia! Yes! Eu sou a mina, rssssss....merece uma breja, mas a semana ainda não acabou, ou seja, as provas continuam! Semana que vem, começa as férias! êêêêêê!!! Maravilha, apesar de que tenho que terminar o estágio ainda, e será nas férias...beleza, o chato é que ficarei longe de casa. Meu irmão chega hoje de Presidente Prudente, ahahaha, a facu dele tá de greve! Ai, ai, que vontade de ouvir Loreena Mackennitt, droga! Deixei os cd's dela lá na casa da mãe, apesar de que a galera que eu moro, não ia gostar nem um pouquinho...fod.! Ops! Tô nem aí hoje, tudo eu acho é pouco e quero mais! Quero ouvir música boa, e tenho que estudar para Micro...

Vamos boicotar as bandas superfluas que não cantam, vomitam sobre nossos ouvidos e o pior é que ouvimos!



Escrito por Paulinha às 18h03
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Um texto para refletir...

TEXTO DE RITA LEE

Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinha da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo.Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre e a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres. Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens. E, com isso, Barbies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres; as baixinhas, as gordas, as de óculos; um sentimento de perda de auto-estima. Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo.

E, no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torna-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo. Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na prime ira infância, um fuzil de plástico, como fazem os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derrama-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo  dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer à ternura de suas mentes e a doçura de seus  corações.     

   Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda.

 



Escrito por Paulinha às 13h51
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O que é Paganismo

Quem agora conhece a antiga linguagem da Lua? Quem agora fala com a Deusa?...Só as pedras se recordam do que a Lua nos disse há muito tempo, e o que nós aprendemos com as árvores, e as vozes das ervas e dos cheiros das flores..."                                                                                                                      (Tony Kelly, "Pagan Musings" 1970)    

Geralmente as pessoas não entendem Paganismo, acham que é pecado, castigo, porque não é batizado, que não é de Deus, que é ruim, enfim, isso não é verdade, ser Pagão é muito além, e é visto de forma errada pelas pessoas...infelizmente. Na verdade Pagão foi o termo que usaram, lá antigamente, anos e anos atrás, para pessoas que viviam nos campos, em contato com a natureza, diferente de quem viviam nas "cidades", onde o cristianismo se concentrou mais. Enfim, não sou expert em histórias...só quero esclarecer que Paganismo é a religião mais antiga do mundo, e que não é um bicho de sete cabeças. Somos o que sempre fomos. A essencia continua, não muda, se perpetua, se transforma, se renova, somos um, não há dualidade...

Em todas as Eras têm havido mulheres tocadas pela Natureza, pessoas para as quais as Estrelas falam do seu gracioso silêncio, para quais a Lua não é só um corpo celeste, para quais as plantas e os densos bosques são como as catedrais da alma. Pessoas que amam e respeitam a Natureza, tirando o partido dela sem a destruir, pessoas que acreditam que homens e mulheres têm os mesmos direitos e se respeitam.

Estes são os Pagãos.

Paganismo é uma forma de vida e é uma religião que tem as suas raízes na pureza da infinita variedade da Natureza, venerando a Divindade Feminina e o seu sagrado Masculino em todos seus aspectos. Um ser humano não se concebe só por um ser, é preciso o lado feminino e o lado masculino para a criação, ninguém nasce do nada, por isso quem nasce com o sentido Pagão nasce amando naturalmente a Deusa e o Deus seu consorte.

Os Pagãos respeitam todas as pessoas e todas as formas de vida como parte de um Todo sagrado. Cada mulher e cada homem é para um Pagão, um lindo e único Ser. As crianças  são amadas e honradas. Os bosques, as florestas e as clareiras são o lar dos animais selvagens e das aves, que são tratadas com respeito e carinho.

O Paganismo acentua a experiência religiosa pessoal. Nós procuramos a união espiritual com a Divindade através da harmonização com as correntes da Natureza e pela exploração do nosso próprio interior. Os nossos Ritos ajudam-nos a harmonizar com os ciclos naturais das mudanças das estações e a compreendê-los, por isso ocorrem nos Equinócios, Solstícios, nos Pináculos e nas fases da Lua e do Sol.

Podem-se encontrar uma grande variedade de Tradições dentro do nosso largo espectro  e isto reflete a variedade da nossa experiência espiritual. Todo Pagão é politeísta por natureza; alguns veneram Deuses e Deusas, enquanto que outros se concentram numa Força Vitall, e outros são devotos de um casal cósmico - Deusa e Deus.

Nós celebramos nossas Divindades, e acreditamos que cada pessoa deve encontrar o seu lar espiritual de acordo com os ditames da tranquila voz interior da sua própria alma. Também por esta razão nós respeitamos todas as religiões sinceras, e não profetizamos nem procuramos convertidos.



Escrito por Paulinha às 19h51
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A volta

Oi eu aki de nooovo! É...após uns probleminhas técnicos, rsss....estou de volta, postando vários assuntos... Eeeeeee estamos mais uma vez ahê!! Já estava com saudades dos meus amigos, rrsssss

Estou de volta para casa!!!!

 



Escrito por Paulinha às 21h15
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